domingo, 27 de setembro de 2009

Raio X do Amasso em Tempos de Big brother

Dar um amasso, nos dias de hj nunca foi tão complicado: é ladrão, é sequestrador, bandido de todo gênero, sem contar nos loucos e pervertidos que assolam as ruas por aí. Saudade dos tempos em que namorar no carro era o auge da ebulição hormonal, onde um passo adiante acabaria, consequentemente, ou no altar, ou num tapa em moços mais afoitos. Mas, remetendo a dias atuais, o que nos restou? Locais seguros, ou  pelo menos aparentemente seguros. O grande problema é que hj em dia, pra ser seguro ou tem que estar dentro de casa ou tem câmera vigiando, não tem alternativa. Cabou-se aquela adrenalina doida de se ver percebido por alguém espiando, ou um guardinha besta que passa pela madrugada de rua em rua, ou até o friozinho na barriga, gostoso de sentir por saber que ali não é o melhor lugar de andar praticando certos atos libidinosos de menor potencial ofensivo. Mas aí, hodiernamente falando, ou vc se topa com um bandido, um doido, seu pai na porta do lado com cara de poucos amigos ou pior (muito pior) acaba no youtube, com nome, sobrenome, telefone e muitos comentários maldosos bem abaixo da sua carinha feliz. É fato. Aí, caros e parcos leitores dessa bosta, alguém aí vem e pergunta: mas MSS, num tem tantos lugares propícios à prática (arrãm), digamos, de certas ações coercitivas de cunho amoroso? Não é mais prático e fácil?

Ela, a Mulher Super Sapiens, me olha de maneira não muito amigável e antes de proferir um impropério digno de ser censurado pelo administrador do blog, eu vou logo avisando que o que se trata no post não é da coação completa, se é que me entendem, mas daquela prática (muito) saudável de reconhecimento de território, sem fins libidinosos exclusivos ao coito sem fins reprodutivos. Não se pódji negar que hj em dia dar é mais fácil que colher uva no Vale do Rio São Francisco, onde tudo é no esquema de pega, amassa e chupa, não necessariamente nessa ordem de fatos, mas não sem negar a facilidade absurda de promovê-los na mesma proporção que eu tive para descrever essa frase. Amasso, a bem da verdade, é artigo em extinção. O negócio hj em dia é beijar, pegar e jogar na cama (antigamente tinha aquele negócio de jogar na parede e chamar de lagartixa, mas em tempos de Lei Maria da Penha, não é muito politicamente correto fazer esse tipo de citação).

MSS, no entanto, que ainda se considera moça da extirpe mais antiga (rá rá rá), sabe o valor que tem uma suave demarcação de território antes da apropriação indébita propriamente dita. Hj, antes de tentar dormir (t-e-n-t-a-r), ela me fez refutar em demasiados pensamentos o tema em questão. Depois de se atracar com seu bofe ultra-looosho no estacionamento de um shopz e ser suavemente (como uma patada de elefante) interrompida por um telefonema de uma criatura chamando pra jantar e reclamando da demora dos dois (sempre tem um féladaputa, sempre!), ela se pôs a pensar como é gostosa essa fase da pegação. Apesar da tão proclamada liberdade sexual pregada nos dias de hj, a fase do conhecimento ainda é a mais gostosa que existe.

Como diria sua vã filosofia de sofá: liberdade é um caminho que demora, mas qdo chega é sem volta.

Assim, minha gente, deixo aqui uma ode ao amasso puro e simples, bem feito, bem desejado, bem arguido e não-planejado, até pq, venhamos e convenhamos, tudo que é maturado é muito mais desejado. E qto mais desejado, infinitamente mais gostoso.









Ai, ai (suspiro de saudade). Blé.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sempre tem um fdp!

Parece praga, mas não tem jeito: em qualquer lugar que se ande sempre existe um fdp pronto pra tirar o sossego de alguém. Mulher Super Sapiens, que esse fds resolveu tomar uns ares de civilização (e dar uns beijos - e amassos - e beijos - e amassos - no seu bofe ultra-looosho), topou com um exemplar de mala sem alça bem no começo da sua saborosa (ui!) viagem. Lá vai ela num busão em direção a 214km mais à frente de sua cidade matuta, qdo de repente se adentra no veículo um sujeito meio esquisito, vestido numa roupa comportada, com cara de poucos amigos. Vai, escolhe a dedo a cadeira pra sentar e se abanca no local como se tivesse pronto para um acampamento. MSS, que a essas alturas não conseguia pensar em mais nada que fosse além do corpinho loooshuoso que esperava por ela lá pelas bandas da capitá pernambucana, nem se deu conta que o baú estava se aninhando bem próximo à cadeira dela (lei de Murphy). 
Pois vejam, caros e parcos leitores dessa bosta,  entendam bem: MSS não é moça de muita paciência, é verdade, mas tb não se abala com pouca coisa. O sujeito, que queria a todo custo tirar alguém do sério naquela linda manhã de sexta, é que extrapolou. Não é que, depois de entrar no ônibus, se abancar bem no meio das cadeiras (eu ainda acho que foi de propósito), pois o desgramado féladaputa ligou uma porra de um rádio de pilha, em alto e bom som, tocando músicas evangélicas a pleno vapor, como se quisesse converter até a casa da mãe joana. E aumentava o som, cada vez que o amém aparecia, como se todo mundo fosse obrigado a ouvir toda aquela lenga-lenga desmedida e pior, muito pior: de extremo mau gosto. MSS, que não é coisa muito boa, não se conteve: Deus, me dixculpa Cara, mas se esse cidadão for pro céu, é no inferno que minha bunda vai chamuscar!
Depois de proferir meia dúzia (multipliquem isso por 10) dos palavrões mais cabeludos da língua portuguesa, a MSS, que já estava pronta pra arrumar confusão (bom, aqui eu peço um à parte, pq pronta pra arrumar confusão ela sempre está, afinal, faz disso sua profissão -- adêvogada), percebeu que o radiozinho do capeta silenciou. Eu sabiiiiiiiiiia que essa merda saía do ar uma hora! Ela sorriu pra si mesma, pra logo em seguida aquela caceta voltar a fazer um barulho do cão de calçolão. Já pronta pra arrumar confusão, ela, num rabo de olho, percebe que o cidadão começa a se aquietar na cadeira, farfalhando de um lado pro outro, como se quisesse sentar a bunda confortavelmente e tirar um belo de um cochilo. Foi aí que o rádio calou de vez e o infeliz caiu num sono profundo, enquanto a MSS ficava lá, ruminando o ódio escorrendo goela abaixo, maquinando uma possível vingança contra aquele fdp sem graça que tinha tirado seu sossego sem-ter-nem-pra-quê. Mas ao pensar que em mais alguns minutos estaria nos braços de um rapaz muito bonitchinho, de olhinhos apertadjinhos, de beijinho saliente (ô qta glicose, meupaidoceu), ela resolveu abstrair, fez uma prece e como boa herege que é, rogou para que as pilhas do radiozinho não funcionassem mais, seguindo feliz e satisfeita na sua maldade, pq afinal ela pode até ser boa,  mas tenham certeza que não é muito.
Certa de que o céu só pode ser um lugar tedioso pra carajo, ela sai do recinto meio chorosa de saudade (do bofe, não do rádio) pronta pra vestir seu pijaminha e tirar uma boa noite de fritura, pq sono que é bom, nécas, né PG? Blé.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nova Franquia

Caros e parcos leitores desta bosta, a Mulher Super Sapiens, que anda bem glicosadinha nos últimos tempos, vem informar que está lançando um novo produto da grife Super Sapiens, o blog Sou Mulherzinha Sim, Senhor! , espaço bem mulherzinha, para textos idem! Se vc é diabético, por favor, fique bem longe de lá. Estão avisados, por obséquio, compareçam. Blé.

domingo, 6 de setembro de 2009

De zói novo!


Caros e parcos leitores dessa bosta, MSS pede pra avisar que está de olhinhos novos, que deu tudo certo na cirurgia mas que não pódji passar muito tempo por essas bandas chamadas de "computador". O único tempinho que lhe foi concedido ela anda gastando (muito bem e por uma boa causa) com um moço muito gatchinho e que beija deveras bem, oukey? Sem ciúmes, sem chiliques, sem revolta e sem Deus-nos-acuda, por favor, que daqui uns dias ela volta. Blé.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Abrindo os olhos para o mundo

Alguém aí sabe o que é esperar anos e mais anos por um único momento? Sabe o que é sonhar com uma coisa desde a infância e ver esse momento chegando, a dois dias de ser realizado? Pois então, caros e parcos leitores dessa bosta, essa sou eu, a Mulher Super Sapiens, escrevendo em primeira pessoa por não ter tido outra alternativa (chamei a interlocutora, aquela que é toda certinha, mas ela tava vestida num pijama verde, parecendo um limão taiti, cheia de conversa mole no msn pra cima de um moço bonitão e acabou me deixando aqui, na mão - ou melhor, nos dedos, por obséquio, sem trocadilhos).

Daqui a dois dias estarei realizando um desejo de infância: recuperar minha capacidade visual. Sim, meus queridos, eu sou mais cega que um filhote de doninha, uma míope perdida desde a mais inocente idade (sim, eu já fui inocente um dia). Alguém pode imaginar o que é ser uma criança de óculos? Pior, de óculos fundo de garrafa? Naquela época, eu pouco ligava pra isso, até pq meu negócio era brincar de barbie e esse lance de correr, pular e saracotear nas aulas de educação física nunca foi meu forte mesmo. Gostava de ficar cheirosinha e com roupas sempre limpas, exalando aroma de amaciante (uma fresca desde os primórdios) e esse malgrado de praticar qualquer coisa que me fizesse suar me dava nos nervos. Até então, era só um incômodo, nada mais. Na adolescência é que o negócio ficou feio (não hei de dizer que a coisa ficou preta pq parece-me politicamente incorreto). Não só o negócio, como eu tb. Como lidar com todas as mocinhas, de olhares faceiros, namoradeiras, bonitinhas que só elas, enquanto eu estava lá, carregando aqueles quatro olhos horrorosos (na verdade cinco, mas esse olho sobressalente eu acredito que não precisa de maiores explicações e muito menos merece entrar nessa conta), sem saber muito bem como ser mais que um rostinho feio? Agradeço a Deus diariamente por duas coisas: 1. nunca fui burra (o que me rendeu o clássico apelido de CDF); 2. só agora inventaram Betty, a feia (o que me livrou de comparações maldosas àquela época).

Confesso, meus queridos, que ser cegueta é um trauma de infância. Após os 15 anos, ganhei umas lentes de contato, que logo me fizeram perceber que se tratavam de uma bela de uma mierda. Ardiam, coçavam e incomodavam. Mas vá, como nunca fui bonita mas sempre fui vaidosa, e tal qual o sapato alto que fica lindo mas fódji com o pé, nunca deixei de usar as preciosas lentes em questão. Obviamente que, com o tempo, fui deixando a assiduidade do uso de lado e passei a usar a triste somente em momentos especiais como festas, batizados, casamentos e enterros (si si si, pq chorar de óculos é uó, sem contar que é imensamente mais chique ir de óculos escuros, nem se compara!). Entrei pra faculdade, saí da faculdade, passei no exame da OAB de primeira (eu ainda sou uma CDF amostrada), namorei, desnamorei, fiz amigos, desfiz amigos, e eles lá, sempre comigo. Família, amigos, amores? Não, os óculos sempre foram minha porta pro mundo, meus companheiros até na hora do banho (é difícil enxergar as letrinhas do xampu qdo se é míope, acreditem). E agora, estou a dois dias de olhar pra luz (que não é aquela que leva pro além, mas tão somente o laser corretor) e me livrar dessa dependência cruel deles.

Realmente não sei como vai ser daqui pra frente. Acho que ainda passarei uns bons anos com esse tique nervoso que todo quatro-olhos tem, de subir os óculos com o indicador no nariz, afinal, velhos hábitos não se desfazem de uma hora pra outra. Talvez eu até venha a sentir falta deles algum dia, mas eu acho que a sensação de abrir os olhos e poder ver as cores e formas nítidas, como deveria ser qdo eu era criança (são alguns bons anos que uso das lentes corretivas, mas que não hei de fazer as contas), vai ser impagável. Com certeza será uma nova fase.

A fase dos meus novos olhos. Mais um motivo pra sorrir. Blé.

sábado, 29 de agosto de 2009

Fritando

É a lua acendendo a lamparina
E meu facho de luz a se apagar
Com as bochecha chorada a se chorar
Taliquá mamão verde catucado
Mas porém, sinto meu peito caiado
Quando vejo de longe o riso teu
Igualmente a um morrido que viveu
Peço que teu socorro não demore
E que só minha fala te sonore
E que dentro de ti só more eu


(Lua de Tapioca, Jessier Quirino)




05:17 da manhã e onde anda o sono? Entretido no meio de letrinhas verdes, abraços desejados e beijos virtuais. Hora de fritar, blé.

sábado, 22 de agosto de 2009

Feitiço



Bela (a Adormecida), princesinha serelepe e faceira, vítima de um feitiçozinho muito do sacana, administrado por uma bruxa bem mau-caráter, espeta seu valoroso dedinho numa roca, cai num sono profundo e todo reino padece com a sua falta. Procuram, procuram, procuram, e nenhuma mágica consegue fazer com que ela acorde. Descobrem, entretanto, que se um príncipe muito valente (a ponto de não se importar com o bafo de séculos de sono e a falta de enxaguante bucal) e destemido beijar a pobre moçoila capotada, ela acordará do malfadado encosto para todo o sempre. Enquanto isso, na sala de feitiços, para que ninguém envelheça esperando o príncipe em questão (afinal, renew é uma invenção da cosmética bem recente), três fadinhas camaradas resolvem botar todo mundo pra dormir, até que Bela acorde. E não é que o tal Príncipe chegou, sapecou-lhe um beijo e Bela (a Adormecida) acordou?





Mulher Super Sapiens, moça direita, organizada, limpinha, pouco dotada de beleza (é verdade...), continua solteira e saltitante pelas vielas da vida. Não mora num castelo, não é filha de rei, mas vive bem, obrigada. Nunca espetou seu dedinho numa roca, mas continua em plena transformação corporal dada a sua predisposição a pancadas, acidentes e afins. Vivia feliz e contente até o valoroso dia em que descobriu que dormir é extremamente supérfluo. Claro, fato este alavancado pela invenções fenomenais denominadas de 'computador' e 'televisão'. Não conformada com sua solidão, a MSS anda se perguntando onde andará o príncipe encantado que virá para um upgrade em sua pacata vidinha dedicada ao Direito, ao seu gato siamês e ao seu computador. Claro que, com seu raciocínio pagão, ela não pôde deixar de lembrar da história de Bela e deduziu: "se eu tiver que dormir pra esperar o meu príncipe encantado, eu tou é fudida!" Vasculhando a gavetinha da cômoda atrás de algum tarja preta perdido, ela me olha meio desiludida (quase implorando pra bruxinha sacana que enfeitiçou Bela aparecer e lhe mandar um belo de um feitiço do sono no quengo) e acaba digitando mesmo é o seu login para entrar no msn. Com uma pontinha de convicção de que não encontrará nenhuma alma bondosa que queira lhe dar uns valorosos beijos enquanto estiver dormindo (até pq dormir não é lá seu forte), ela desiste da parada e acende as lamparinas do juízo onde se pergunta, em suas sinapses mais avançadas, se não é hora de mudar de foco. Certa de que o plano A (dormir) não está dando resultado mesmo, ela parte, então, para pôr em prática o plano B, balbuciando algumas palavras aqui nas minhas zorêia, de modo quase inaudível: o negócio é investir em quem não dorme! Bom, dormindo ou não dormindo, eu só tenho a certeza de que a insônia dela parece não tá mais tão chata como era antes.




Terá sido feitiço? Blé.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sintonia

E então ela está lá, olhando pro nada e tudo que parece nada, de repente, passa a ser aquilo que faz bem. É como esperar o alvorecer depois de uma noite de frio: por mais que ela ache que nunca amanhecerá, o sol sempre acaba por nascer. E essa é a sensação do momento, aquela de saber que, exatamente na hora em que ela deixou de acreditar na beleza do sol, o dia chegou.

Não faz tanto tempo assim que ela não mais dormia simplesmente pq se acostumara com a noite. Durante a noite era mais fácil pensar e ruminar as falhas do que ela fazia. E de todas as vezes que se perguntou sobre o revés que sempre acabava em sua vida, não conseguia encontrar respostas, simplesmente pq elas não existiam.

Aí, veio o dia, mesmo que ainda não houvesse necessariamente amanhecido. Surgiu como um sorriso aberto, uma insônia gostosa, um entrosamento nas palavras sincronizadas, 'a' presença mais ausente de todas. E justamente por isso, tem feito o sol mais bonito que ela já viu.

Ela ouve sem ver. Ele vê sem ouvir. E ainda assim, são pura sintonia.


É, sintonia.



Apenas duas certezas nisso tudo: ainda é cedo pra dizer que vai dar em alguma coisa; mas já é tarde demais pra achar que não vai dar em nada.

domingo, 2 de agosto de 2009

Sorte no jogo...

Dias e mais dias de completo vácuo mental. Qualquer ideia lançada à mente, perde-se no meio do buraco negro que se tornou o cérebro da Mulher Super Sapiens. É bem verdade que a mesma anda num esquema muito pouco amistoso de muito trabalho combinado com dores na coluna e pouca diversão. Levando adiante o conceito de que sorte no jogo é azar no amor, ela me confidencia que prefere não mexer em time que está ganhando, especialmente se o time que tá ganhando é o profissional mandando money money money pra sua conta-poupança (aquela do banco e não a que a calça jeans levanta). Claro, não sem antes lamentar o fato de que, ao voltar para casa depois de recente e curta viagem que fez, foi obrigada a ver casais arrulhando em beijos e abraços de despedida carinhosos, já saudosos por novo encontro. Ela? Sozinha na rodoviária, carregando uma mala imensa (ser sucinta nunca foi seu forte), esperando sua condução de volta pra casa (ela só dirige - e mal- no seu habitat natural, fora dele, jamé) e sem ter ninguém para sentir sua falta. Não há como negar que isso lhe deu uma certa nostalgia, a pensar se algum dia alguém sentiu por ter que se despedir dela. Vá saber.

A essas alturas da vida, pelo menos minha conta não tá zerada
, confidencia ela, ao pé do meu ouvido. Se esse é o preço a se pagar por uma vida profissional melhor, que seja. Fazer o quê, né? Uma grande amiga, dos tempos ainda uterinos (suas mães, grávidas, já eram amigas, legado que está sendo levado adiante pelas duas), jura de pés juntinhos que ela pode ter os dois: sorte no jogo e no amor tb. Levando em consideração a vida amorosa quase bizarra que a MSS vem levando, eu acho pouco provável que isso seja possível. Pessoas legais e normais até podem conseguir, mas a MSS, com todo esse estapafúrdio contexto psicanalítico mental atrofiado, me deixa em dúvidas sobre sua capacidade de estar bem em todos os planos da vida. Não, ela não nega que anda meio mulherzinha, suspirando com filmecos de quinta sobre amores adolescentes (viu recentemente o pitoresco Crepúsculo, sobre um vampiro do bem que tá doido pra dar o créu - no pescoço e em outras coisitas mais - de uma jovem pura e inocente), e imaginando onde bixigalixa anda o vampiro, digo, homem de sua vida.

Analisando friamente a questão, se os dados do jogo andam tão bem, pq mexer em time que está ganhando? Jogar os dados do amor, a essa altura do campeonato só vai embolar o meio de campo, transformando toda sua capacidade de produzir riquezas em sua conta bancária em mera especulação financeira. Mas vamos combinar que jogo que é jogo tem lá suas tentações, e em matéria de proibido a MSS tem mestrado, doutorado e PHD.

Tentação, neste caso, tem nome, endereço, página na internet, msn e os zóim miúdim mais bonitos que a MSS já viu. Sempre tentando se conter pra não acabar falando besteira, ela me jura que anda se controlando no modo máximo possível pra não paquerar o rapaz, afinal, o medo de ficar lisa que nem um sabonete anda rondando seus pesadelos mais profanos ultimamente. Mas como ela é de carne (mais carne que osso, diga-se de passagem), vez outra lhe escapa uma cantadinha meio ralé pra cima do moço em questão, coisa que a faz rezar uns cinco pai-nossos de perdão a nossosinhô antes de dormir (quando consegue, obviamente), jurando que não mais terá pensamentos e tecladas com o pobre rapaz. Mas tentação é tentação e se os zóim miudim dessem abertura, a MSS certamente estaria apostando naquela mesa plus de cassino.

Como Deus parece que é bão, o moço tb parece que está lhufas pra ela. Sendo assim, vou ganhar dinheiro pq amar tá foda, ela me diz, não sem antes conferir os contatos do msn na janelinha aqui do lado. Se procura por alguém? Vá saber, eu que não vou perguntar. A única coisa que eu sei é que mais cedo ou mais tarde, dados serão lançados. Se serão de jogo financeiro ou desse joguinho insano chamado amor, eu prefiro não opinar. MSS é igual a dois dados de surpresa: difícil de fazer a pontuação que se quer, imprevisível sobre o lado que vai cair.




Alea jacta est.





...Sorte no amor? Blé.

sábado, 25 de julho de 2009

Notícias de algum lugar

Alguns, os mais perspicazes (rá, rá, rá), notaram que o blog anda meio (total) sem atualizações. Não sei, mas hei de concordar que o negócio aqui tá parado mesmo. Acho que a Mulher Super Sapiens deve estar um tanto mal humorada ou pior - muito pior - sem assunto. Ela pede para informar que está naquela vidinha de sempre: dorme dia sim, cinco não; estuda; trabalha; come o que não deve, enfim, essas coisas comuns que ela sabe fazer como ninguém. Viajou no final de semana passado, passou as vistas (e que vistas!) na civilização (e que civilização!) recifense e voltou ao lar, refeita, para dias tediosos nessa vidinha morna que ela costuma ter. Alguém (tb muito perspicaz) poderá perguntar se ela não voltou com nenhuma historinha tosca, engraçada ou até bizarra pra contar. Não! Ela responde (notem: sem nenhum palavrão) aqui do meu lado, com um sorrisinho meio amarelo de quem anda sem ter muito o que contar sobre a vida.

É bem verdade, e eu devo informar, que ela está numa TPM (Tô-Pra-Matar) dos infernos, onde nada é doce e feliz (e gay) como um teletubbie. Já com algumas histórias (alheias) sob seu poder, ela conta com a chegada da inspiração para voltar a escrever mais assiduamente nesse espaço insano, porém sempre bem frequentado (pelos caros e parcos leitores dessa bosta, obviamente).


Certas (eu e ela, ela e eu) de que em algum momento, da próxima década (pelo menos), a inspiração haverá de voltar, deixamos o recinto resignadas mas conscientes da nossa obrigação.




Temporariamente fora do ar por problemas técnicose psíquicos, deixe seu recado após o sinal: bléééé.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Fora do ar

Caros e parcos leitores dessa bosta, caso notem (coisa que eu acho pouco provável que aconteça) a ausência da MSS neste recinto insano, porém limpinho, não criem pânico, nem arraquem os cabelos e muito menos se desesperem. É que a mesma passará uns dias fora, portanto, não se sintam abandonados se os seus comentários não aparecem rapidamente, a moderação vai demorar um pouco para ser feita, oukey? Ela avisa aqui que vai fazer um exame nos zói (para em breve se livrar dos outros zói de vidro) e aproveitará para tomar um chá de civilização, coisa que, certamente, fará com que volte cheia de histórias (toscas ou não) para contar. Don't cry for me, canta ela, aqui bem ao meu lado. Se tem uma coisa que ela tem certeza nessa vida é que volta. Um xêro bem gostoso aos meninos bonitos e um apertinho de mão bem singelo nas moçoilas. Inté a volta!




P.S. Mantenham o recinto honesto e organizado. Agradecemos, eu e ela, ela e eu. Blé.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eu nunca fui amada


Nunca fui amada senão pelo fato de que todos aqueles que para mim olharam um dia, somente quiseram ver parte do que eu sou. Já fui desejada, querida, adorada. Mas amada, jamais. Nunca tive o direito de ser imperfeita, porque aqueles que me desejaram quiseram apenas o meu sorriso, o meu humor, a minha alegria, o meu comedimento, a minha companhia. Esqueceram de me olhar nas imperfeições, de segurar o revés das minhas inseguranças, de querer me ver nos momentos de minhas fraquezas. Sempre me olharam com as vistas de ser irreprensível, aquela que se dá e que nada pede em troca. Quiseram meu apoio e tiveram, mas nunca me deram o mesmo, nem quando eu quis ou pedi.

Eu quero, quero muito. Eu peço, peço sim e peço bastante. Nunca fui amada porque não deixaram que eu me refletisse nestes olhos que me enxergaram como a pessoa que verdadeiramente sou. Nunca tive o direito de não ser o ideal construído sem ter que ouvir ou acabar rejeitada por não ser sempre a sensata, a bem estruturada, aquela que nunca falha. Sempre tenho que fazer as escolhas corretas, medir as frases e os pensamentos, porque não posso ser imperfeita. Não posso errar, pois se erro, já não sirvo. Preciso compreender a fraqueza alheia, mas nunca tenho a minha compreendida.

Não, eu nunca fui amada. Nunca fui amada porque ninguém me aceitou como sou totalmente, ninguém segurou minha mão nos momentos de liberdade e fez questão de segurar na volta, nos momentos de solidão. Ninguém esteve lá quando me senti fraca e perdida. Virei sinônimo de fortaleza porque aqueles que me quiseram um dia, nunca foram capazes de me dar segurança, quando sempre me cobraram companhia.

Já amei, amei muito, muitíssimo e não nego. Arrastei correntes diárias, viajei noites inteiras insone, percorri caminhos tortuosos, fui infeliz. Mas nunca, jamais, fui amada.

Talvez seja uma sina: ser esta que todos atrai e logo depois afasta, porque carrego em mim o doce amargo de não poder ser eu mesma. Sou esta que seduz com um sorriso, mas que afasto com a minha primeira lágrima. Sou esta que aqui está, chorando o amor nunca sentido. Carrego a dor de ser apenas farol, nunca barco à deriva.

Não, eu nunca fui amada.

domingo, 12 de julho de 2009

Eu tb te amo, Robertão!

Cheia de suco batizado nas veias (caju + vodka), A Mulher Super Sapiens chega aqui no recinto, devidamente vestida em seu moletom cor de beterraba, com os olhos marejados e o nariz mais vermelho que uma pimenta, me convocando a escrever. Não faz meia hora que ela estava se debulhando na frente da tv, ouvindo o Rei Roberto Carlos (el perneta) cantar no Maracanã, e respondia, alheia ao resto do mundo, qdo ele falava que amava todos: Eu tb te amo, Robertão, eu tb te amo!

Não sei pq, caros e parcos leitores dessa bosta, mas eu tenho cá com meus miolos que a MSS andou se emocionando mais do que deveria. A verdade é que o Robertão consegue cantar o amor de uma forma tão poética que todos os atropelos sentimentais que vivemos chegam a passar despercebidos, como se nunca tivéssemos sofrido por amor. Vai dando aquela vontade absurda de ter alguém pra se enrolar nos lençóis macios, pra arrancar os botões da blusa, pra chafurdar além do horizonte, fazer uma proposta e pedir um café da manhã... El perneta é, sem dúvidas, o cara que mais bonito cantou sobre as incertezas da paixão.

Somos, nós duas, fãs absurdas dele. Pra ele? Eu dava sim, e por mim, nem precisava da perna mecância que eu já fazia um estrago. Manco e tudo, nele, eu passava a régua!, fala a MSS, aqui do meu lado, completamente alterada pelo álcool. Com o coração apertadinho, o que parece é que ela tá precisando curtir e ser curtida por alguém. Amar, ser amada. Fechar os olhos, sonhar. Suspirar, suspirar, suspirar. Suspirar ouvindo Robertão? Paraíso!

Mas quem sabe qdo um grande amor poderá chegar? Enquanto ele não vem, ela continua por aqui, suspirando por ele, Roberto (o Carlos) e dizendo...


Eu te amo, Robertão!



O amor está no ar (?). Blé.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Conversando sobre o Mi

Mulher Super Sapiens, conversando com um amigo insone bem no dia da morte do Michael, e acometida por uma crise alérgica dos infernos, falava..

MSS diz: menino, minha alergia está uma desgraça, tomei um antialérgico, pior que o remédio vem me batendo uma lomba, tou aqui mole. Ainda me coço e sono já vem chegando, tou é com medo de ir dormir e acabar empacotando que nem o Mi

Chris diz
: Mi?

MSS diz: é, Mi, Michael (o Jackson). Agora, imagina se eu passo dessa pra outra e topo com ele na fila pra entrar no limbo? Aquele nariz vai tocar o terror no além, tenho certeza

Chris diz: tinha até esquecido, sabe?

MSS diz: do nariz do Mi ou da minha alergia?

Chris diz: dessa tua alergia, pena :/

MSS diz: mas se eu empacotar, eu te aviso, certo? posso fazer um ddd do além pra avisar vc?

Chris diz: pode sim, pode ser até a cobrar :)

MSS diz: certo, imagina aí teu celular tocando, de madrugada, aí vc atende e ao fundo uma musiquinha de enterro, com uma voz fúnebre dizendo: "Atenção, chamada do além a cobrar, para aceitar, continue na linha após a última badalada"

Chris diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

MSS diz: então, vc ouve minha voz conhecida: "Alô? Chris? MSS. Ó, desculpa ligar a cobrar e ainda por cima a essa hora, mas é que eu sou nova aqui na parada, acabei de chegar e ninguém nessa porra de inferno sabe informar onde compra crédito pro orelhão do capeta. Mas eu liguei mesmo só pra avisar que eu empacotei, tá? O Michael tá do meu lado, o nariz dele deu uma necrosada básica e caiu, mas tá tudo bem, aqui a gente não sente vontade de vomitar mesmo. Bjo, viu? Assim que puder mando uma psicografia pra vc"

Chris diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk



P.S. Nada contra o Michael, tá, gente? A MSS adora as músicas dele. A única coisa que ela teme é que bem no meio do funeral ele se levante do caixão, vestido com aquela jaquetinha vermelha, entoe o refrão 'Cause this is thriller / Thriller night / And no one's gonna save you / From the beast about to striket...' e aquele nariz tosco de morto-vivo caia bem na frente de todos os presentes. Blé.





MÊÊÊÊÊÊDAAA.




sábado, 20 de junho de 2009

É bom para o moral, é sim!

Como bom exemplar do sexo feminino, a Mulher Super Sapiens, que andava toda feliz com umas aquisições em seu vestuário, ontem resolveu pôr à prova de fogo todo seu poderio bélico. Instada por uma colega de luta a se fazer presente num forró desses da vida (Fefefê - Forró dos Funcionários do Fórum), a MSS lançou mão da tão falada calça jeans que levanta a bunda e se produziu toda pra ver até onde ia sua capacidade bélica. Arrumou cabelo, fez pintura de guerra nos zói, vestiu a calça, uma blusinha style e se mandou com dois pacotes de polpa de cajá para serem dissolvidos em alguns mililitros de vodka das boa. Já em território inimigo, MSS e a amiga observaram certo mancebo de encher os olhos da lutadoras presentes ao local. É claro que todas andaram se armando até os dentes e o belo exemplar, que estava dando mais mole que pudim-de-pão, quase foi objeto da terceira guerra mundial entre as presentes. Bom, sem querer se gabar, mas o tal fulano andou se chegando na amiga da MSS e puxava uma conversa daqui, outra dali, papinho furado de lá, de cá. Estavam as duas muito guerrilheiras mesmo, a bem da verdade. Como a artilharia é um exercício de muita prática, o fulano continuou no papo e ela começou a se indagar: porra, será que é a danada da calça? Ainda sem ter certeza de que se tratava de uma investida, a MSS fez pouco caso do rapaz e passou a dar mais atenção ao seu copo de suco batizado, até que o forró fechou as portas e os presentes resolveram mudar de festa. E não é que o pudim-de-pão resolveu ir junto? Naquela hora, naquele exato e específico momento, a MSS começou a achar que tinha alguma coisa estranha na conversa. Em plena concordância, ela e sua amiga chegaram à conclusão que aquela alma tava querendo reza (ou guerra, como preferirem, caros e parcos leitores dessa bosta). Pois não é que o alvo da artilharia tirou a MSS pra dançar e começou a lançar morteiros em sua direção? Sempre desconfiada como lhe é bem peculiar e de costume, a MSS não demorou a providenciar uma ficha corrida do suspeito e qual não foi sua surpresa ao descobrir que o tal pudim era casado. Pois o fulano, muito astuto e numa saída mais que discreta, andou tirando o bambolê e ao que parece, deve ter escondido em algum lugar não tão menos suspeito que o próprio. E eu que sou estelionatária só pq tou usando calça pra levantar a bunda? Ela esbravejou. Sem perder a pose e muito menos o rebolado, ela continuou a noite dançando, mesmo depois da descoberta que o pudim é um completo 171, mas andou se conscientizando que seu poderio bélico até que não anda tão em baixa. Depois de acordar atordoada com um telefonema suspeito no celular afirmando que tinha sabido que a própria andava toda bonitona dançando nas festas, ela realmente se deu conta que o negócio deve ter surtido algum efeito. E para provar que mata cobra, mostra o pau e a calça levanta mesmo a bunda, fica aí o registro do momento, eis a prova do delito!


Como diria a sábia Rita Cadilac: É BOM PARA O MORAL!


Rita Cadilac - É bom para o moral



Pelo menos acordou sem ressaca. Blé.